Soja deve ocupar quase nove milhões de hectares no Mato Grosso

Publicado em 26 de novembro de 2014

O plantio da soja em Mato Grosso deve ser concluído em alguns dias, mas os agricultores estão preocupados. Houve um atraso causado pela estiagem, o que pode comprometer as safras de inverno.

As lavouras de soja já formam imensos tapetes verdes nos campos do estado. O cultivo está terminando e, na maioria das áreas, as plantas se desenvolvem bem. Na fazenda do agricultor Geraldo Scarton, em Campo Verde, as primeiras vagens começam a aparecer. A plantação enche os olhos do agricultor, que está animado: “A expectativa minha é colher igual no ano passado, em torno de 60 sacos. Tá bom, tá bom”.

A beleza da lavoura não é reflexo apenas do manejo caprichado de Geraldo, que faz agora as primeiras pulverizações preventivas. O plantio na hora certa também contribuiu para o resultado. Até o fim de outubro todos os 1550 hectares estavam semeados.

Porém, nem todos os agricultores conseguiram ter a mesma sorte. Aliás, desde o início desta safra, os agricultores enfrentaram dificuldades justamente para dar sequência ao plantio das lavouras. Em muitas fazendas faltou chuva e sobrou preocupação.

A estiagem prolongada em outubro, que durou mais de 20 dias em algumas regiões, freou o cultivo e atrapalhou o cronograma de muita gente. Na fazenda do agricultor Herlan Meinke o plantio dos 700 hectares foi concluído há menos de duas semanas, bem mais tarde do que ele esperava. “Normalmente começa no final de setembro, visando safrinha de algodão. Meio de outubro, até dia 20, minhas áreas já estavam plantadas nos outros anos”, afirma.

Com o atraso no cronograma, parte do planejamento da fazenda foi por água abaixo. Uma das áreas, por exemplo, deveria ter sido cultivada com soja, mas o produtor precisou mudar os planos para tentar minimizar o impacto provocado pela estiagem lá atrás. Ele deixou de plantar soja em 200 hectares e preferiu diminuir a lavoura para antecipar o algodão que só seria semeado em janeiro. Agora, o plantio será feito em dezembro.

Com a mudança, o milho safrinha também vai perder espaço na fazenda de Herlan: de 300 para 200 hectares. No fim das contas, o quebra-cabeça gerado pelo atraso do plantio da soja, vai pesar no bolso do agricultor: “O impacto é em números, em rentabilidade. Tudo que você tem de maquinário, pessoas, há uma perda nisso”.

A área semeada desta safra já chega a 93% por cento do total.

Fonte: Cenário MT


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