Grãos recuam em Chicago nesta sexta e soja lidera perdas

Publicado em 20 de setembro de 2013

No pregão eletrônico desta sexta-feira (20), os futuros da soja seguem em baixa na Bolsa de Chicago. O mercado operava com quedas expressivas por volta das 7h50 (horário de Brasília), que superavam os 13 pontos nos principais vencimentos. O contrato novembro/13, referência para a safra dos EUA, era cotado a US$ 13,25 por bushel, recuando 13,45 pontos.

Os preços da soja recuam para os menores patamares em quatro semanas na Bolsa de Chicago frente às especulações de que algumas lavouras poderão ainda escapar da severa estiagem que castigou o Corn Belt nas última semanas, segundo informações da agência internacional Bloomberg.

O que os traders e investidores aguardam agora é por informações mais concretas e reais sobre os resultados da colheita norte-americana. Para alguns analistas, o mercado já começa a precificar uma possível melhora de produtividade em função das chuvas que chegaram nos últimos dias ao Meio-Oeste.

Além disso, de acordo com as últimas previsões climáticas de institutos norte-americanos, ainda não há indicações de geadas precoces que pudessem atingir as lavouras e comprometer ainda mais seus rendimentos, como vinha sendo temido depois do atraso do plantio e dos problemas com a estiagem.

*As cotações apresentadas na homepage do Notícias Agrícolas estão com um pequeno atraso em função de um problema técnico. Os ajustes estão sendo feitos e logo mais os preços atualizados já estarão no ar. ]

Os futuros do milho e do trigo também recuam, porém, com uma intensidade menor. No caso do milho, que perdia menos de 2 pontos nos contratos mais negociados, a evolução da colheita nos EUA pressiona os preços. Porém, os trabalhos de campo vêm sendo prejudicados por conta dessas chuvas que podem impedir o avanço.

No mercado de trigo, os investidores passam por uma ligeira realização de lucros após os ganhos de mais de 10 pontos no fechamento do pregão regular desta quinta-feira. Os preços subiram com foco nas expressivas exportações semanais dos Estados Unidos. Por volta das 8h, os futuros do cereal perdiam entre 2 e 3 pontos em Chicago.

Com chuvas no Meio-Oeste dos EUA, soja fecha o dia em queda

Os futuros da soja fecharam a sessão regular desta quinta-feira (19) em queda na Bolsa de chicago. O mercado perdeu entre 6 e 9 pontos nos vencimentos mais negociados, registrando momentos em que as baixas chegaram a superar os 13 pontos. Milho e trigo conseguiram se manter do lado positivo da tabela e encerraram o dia com boas altas.

Segundo analistas, a melhora do clima no Meio-Oeste dos EUA foi o principal fator de pressão para os preços neste pregão. O Corn Belt tem recebido boas chuvas nos últimos dias, em regiões extensas, e essas precipitações, para a soja, poderiam limitar as perdas de produtividade das lavouras norte-americanas.

Segundo informações do site americano Farm Futures e do Drought Monitor (sistema dos EUA que monitora a seca no país), essas pancadas de chuvas dos últimos dias chegaram para trazer algum alívio às plantações e reduzir o impacto da severa estiagem que vem castigando a produção do país.

No entanto, apesar disso, a seca continua se expandindo pelo Meio-Oeste americano e, por isso, a discussão sobre o real efeito dessas chuvas continua sendo discutido pelos analistas. Assim, mercado vem buscando definir uma tendência, se mantendo próximo da estabilidade, até que comece a receber informações de uma definição da nova safra norte-americana.

“Embora já seja bastante tarde, não deixa de ser um alívio para as lavouras mais tardias e se não melhora, pelo menos estagna aquelas perdas que já são previstas”, diz Camilo Motter, economista da Granoeste Corretora.

Porém, apesar de o mercado sentir alguma pressão com essa ligeira melhora climática nos EUA, as baixas têm sidO pontuais e pouco expressivas. Além dos fundamentos de oferta, a demanda aquecida pelo produto norte-americano e mais boas notícias vindas do mercado financeiro também contribuem para um suporte para as cotações.

O Federal Reserve (Banco Central norte-americano), também nesta quarta, informou que irá manter o pacote de estímulo à economia norte-americana e as informações estimularam os fundos a voltarem às compras, o que também estimulou um avanço dos preços. “Isso de um lado causa uma pressão sobre a taxa de juros, portanto uma fuga de dólares como investimento neste momento e uma certa estabilidade das moedas ao redor do mundo, e o que provoca também aplicações financeiras também em commodities”, afirma Motter.

Para Paulo Molinari, analista de mercado da Safras & Mercado, o mercado ainda está “digerindo” essas informações para ajudar em uma definição para os caminhos dos preços daqui para frente. “O mercado está tentando digerir essa reunião do Fed de ontem, o dólar se desvaloriza frente às demais moedas, isso ajuda algumas commodities”, diz.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes


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