Sustentação de preços deve minimizar prejuízos pela falta de logística no país

Publicado em 4 de fevereiro de 2013

A sustentação de preços e reforço dos estoques públicos são alternativas para resolver os problemas gerados com a precariedade na logística brasileira. A solução paliativa para minimizar os prejuízos no escoamento da produção agropecuária é promover ações de incentivo a comercialização e venda da produção rural, assim informou o secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, ao setor produtivo mato-grossense. O encontro foi realizado na quinta (31-01), com a presença do ministro do Mapa Mendes Ribeiro Filho.

Ele ressaltou ainda que o objetivo é se concentrar nos recursos direcionados para o custeio da produção, da porteira para dentro. De acordo com o novo secretário, os produtores não podem continuar dependendo unicamente das trandings para seguir com a safra. “Com mais independência financeira o produtor consegue se capitalizar, comprar seus insumos e ainda ter renda”. Conforme ele, o apoio a comercialização do milho deve continuar, levando ou comprando o produto da região que necessitar do incentivo do governo.

Geller destaca que o governo continuará com as modalidades de subvenção como o Contrato de Opção, cujo seguro de preços dá ao produtor rural e/ou sua cooperativa o direito de vender seu produto para o governo, e o Valor de Escoamento de Produto (VEP), que é concedida àqueles que se dispunha em adquirir o produto indicado pelo governo, diretamento do produtor e/ou cooperativa, pelo valor do preço mínimo fixado e com escoamento já pré-estabelecido.

O ministro Mendes Ribeiro admitiu que as questões de logísticas não serão resolvidas a curto prazo. Para ele, o governo já esta tomando atitudes para evitar crises, como ocorreu com o milho no ano passado. “O produtor também não poderá ter problemas com armazenagem”. Em 2012, os recursos destinados ao Plano Agrícola e Pecuário cresceram 7,5%, passando de R$ 107,2 bilhões para R$ 115,2 bilhões. Deste montante, R$ 86,9 bilhões foram reservados às ações de custeio e comercialização, enquanto outros R$ 28,2 bilhões para programas de investimento.

Fonte: Agrodebate // Vívian Lessa


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