Prevenir é o melhor remédio

Publicado em 19 de janeiro de 2013

Produtores de algodão de Mato Grosso vão contar na safra 2012/13 com uma ferramenta inovadora no combate a algumas lagartas incluídas entre as principais pragas das lavouras. Trata-se do Sistema de Alerta de Pragas Emergentes (SAP-e), que começou a ser implantado em fazendas das regiões Centro Leste (Primavera do Leste e Santo Antônio do Leste), Centro (Campo Verde e Jaciara) e Sul (Rondonópolis, Itiquira e Pedra Preta) do Estado.

O projeto está sendo conduzido pelo pesquisador Miguel Soria, entomologista do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), cuja unidade de pesquisa está instalada em Primavera do Leste (a cerca de 200 km de Cuiabá). Na última semana, Soria e sua equipe começaram a instalar as primeiras armadilhas que ficarão nas lavouras por um período de aproximadamente 90 dias (o plantio da safra 2012/13 foi iniciado em dezembro), passando por quase todo o período de maior suscetibilidade da cultura às pragas (emissão de botões, florescimento e formação de maçãs).

O SAP-e está utilizando armadilhas iscadas com feromônios sintéticos (substâncias químicas que, captadas por animais de uma mesma espécie permitem o reconhecimento mútuo e sexual dos indivíduos) para atração de mariposas, além de armadilhas luminosas que atraem esses insetos pela luz. “Se a incidência de mariposas for muito grande, a chance de se ter uma infestação de lagartas capaz de causar prejuízos nos cultivos é maior”, explica o pesquisador.

De posse da informação sobre a população de mariposas na área, é possível ao produtor se prevenir, alertando sua equipe de monitoramento para que tenha mais rigor nas vistorias dos talhões, podendo planejar e reposicionar o controle químico sobre o alvo correto, de modo a aumentar a eficiência do combate e minimizar riscos e prejuízos à plantação. Soria destaca que a implantação do sistema vai permitir identificar, pelo adulto, qual a espécie de lagarta predominante na área no caso da ocorrência de populações mistas de lagartas muito semelhantes, como a lagarta-das-maçãs (Heliothis virescens) e lagarta-da-espiga-do-milho (Helicoverpa zea).

Esse tipo de projeto é inédito e, num primeiro momento, estará restrito a nove fazendas selecionadas pelos Assessores Técnicos Responsáveis (ATRs), que fazem a ponte entre pesquisadores e produtores de algodão. Nesta primeira etapa, apenas os proprietários dessas áreas terão acesso às informações, porém, na medida em que o sistema for sendo ampliado, novas informações sobre a infestação de pragas serão geradas e poderão ser úteis a mais agricultores, que poderão se prevenir e fazer um controle melhor sobre lagartas, como a lagarta-falsa-medideira (Pseudoplusia includens), lagarta-das-maçãs (Heliothis virescens), lagarta-da-espiga-do-milho (Helicoverpa zea) e complexo de Spodopteras, todas pertencentes ao agroecossistema soja–algodoeiro.

O projeto SAP-e é financiado com recursos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) com contrapartida do IMAmt. “Um dos objetivos do IMAmt é justamente reduzir os custos de produção dos produtores e isso inclui o uso mais eficiente dos produtos agroquímicos, daí a importância de projetos de prevenção como o SAP-e”, comenta Alvaro Salles, diretor executivo do IMAmt. A implantação do SAP-e também vai gerar dados para outros trabalhos relacionados ao Manejo Integrado de Pragas do Algodoeiro.

Fonte: Assessoria de Imprensa da AMPA


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