Soja fecha com forte alta diante de fundamentos de oferta e demanda

Publicado em 15 de janeiro de 2013

A soja liderou a recuperação dos grãos na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (14) e fechou a sessão desta segunda-feira com altas de mais de 40 pontos. O milho e o trigo terminaram o dia subindo quase 20 pontos nos contratos mais negociados.

Com os ganhos registrados nesse pregão, a soja subiu e alcançou o maior patamar de preços em quatro meses, após consecutivas semanas de baixa. O principal suporte para os preços, segundo o operador de mercado Liones Severo, ainda vem da estreita relação de oferta e demanda.

Para Severo, o atual cenário é extremamente altistas e os preços devem continuar subindo. “No primeiro trimestre, a utilização da soja teve um utilização alta e isso é decisivo para decidir se o mercado é altista ou baixista. Se passou de 30%, é altista, e ela chegou a 34%”, afirmou.

Além disso, o operador afirmou ainda que os estoques de soja em 1º de dezembro nos Estados Unidos, que são os responsáveis por definir o mercado, estão apresentando uma oferta reduzida e isso também estimula os ganhos.

O movimento de alta, ainda segundo Severo, deverá durar até a entrada da colheita da próxima safra dos Estados Unidos, já que o consumo e as exportações continuam apresentando um ritmo forte e dando sustentação às cotações no mercado internacional e a chegada da produção da América do Sul não será suficiente para promover um equilíbrio do quadro de estoque x consumo.

Entretanto, a produção dos EUA será capaz de abastecer o mercado até meados de março quando, a partir deste mês, não haverá mais soja em grão ou farelo disponíveis para serem exportados. “O mercado, naturalmente,continuará procurando comprar nos Estados Unidos onde tem uma logística eficiente. Nunca deixamos de contar com os EUA como supridor do mundo mesmo com safra cheia na América do Sul”, diz.

Sobre a influência do clima na formação dos preços, Severo diz que ainda é cedo dizer que as condições climáticas sulamericanas já influenciam diretamente. O operador reafirma isso dizendo que nem sempre o clima adverso resulta em perdas expressivas. “Não acho que o clima ainda seja um temo. Só se tivermos um grande dano realmente confirmado, aí sim isso será uma grande influência. Chicago vai subir de qualquer maneira, não pelo clima, mas pela situação de oferta e demanda que é extremamente apertada”, diz.

Nesta segunda-feira (14), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 120 mil toneladas de soja para a China, confirmando esse bom momento da demanda em dias de um dos menores estoques dos últimos tempos.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes


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