Aprosoja/MT vai a campo

Publicado em 15 de outubro de 2012

Gestão das propriedades, a qualidade dos fertilizantes e sementes utilizados pelos sojicultores mato-grossenses e os possíveis ‘focos precoces’ da ferrugem asiática encabeçam a lista de prioridades de mais uma edição do Circuito Tecnológico, projeto desenvolvido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT) e que por duas semanas estará traçando um verdadeiro raio-x da nova safra estadual. O plantio desta temporada teve início no dia 16 de setembro, em Sapezal (480 quilômetros ao noroeste de Cuiabá), cerca de dez antes do registrado em igual período da safra 2011/12.

Ontem, a entidade lançou a 4ª edição do projeto que percorrerá todas as regiões produtoras de soja para a obtenção do maior volume possível de informações sobre a condução desta nova temporada, a safra 2012/13. O evento pretende visitar 400 propriedades rurais – entre os dias 15 e 26 deste mês – e aplicar questionários e coletar amostras de sementes e fertilizantes, que serão enviadas para laboratórios credenciados para análise. Serão cinco equipes, percorrendo na primeira semana, de 15 a 19 de outubro, propriedades nas regiões norte e oeste. Na segunda semana, entre os dias 22 e 26, serão visitadas as propriedades nas regiões sul e leste.

Para o presidente da Aprosoja/MT, Carlos Fávaro, é um momento importante para levantar informações junto aos produtores rurais. “O Circuito Tecnológico é uma excelente ferramenta para a gestão de produção. É um evento que já está consolidado no calendário de atividades da Aprosoja/MT. Com os números obtidos por meio das pesquisas e amostras coletadas, poderemos ter ideia de como a safra está progredindo em Mato Grosso e nortearemos os próximos passos, a tempo de corrigir qualquer erro”, explicou Fávaro. Fávaro destacou também que por meio dos resultados do Circuito, a Aprosoja/MT consegue aferir como está a qualidade dos insumos utilizados na safra. “No ano passado, várias amostras resultaram em diferenças do produto comprado com o que efetivamente foi entregue. E o produtor consegue, com isto, saber como agir no caso de encontrar inconsistências nas amostras coletadas na propriedade dele”.

O gerente técnico e institucional da Aprosoja, Nery Ribas, ressaltou que por meio dos levantamentos realizados durante o Circuito Tecnológico é possível ter um diagnóstico da safra de soja em Mato Grosso. “Estas informações darão suporte para argumentações junto aos governos estadual e federal”, explicou Ribas.

Além dos insumos, as equipes avaliam também outros aspectos relacionados à comercialização, fonte de recursos, investimentos em maquinários e em tecnologia e fatores limitantes para a produção, como, por exemplo, doenças que afetam a cultura da soja. Estudantes de universidades integram as equipes para auxiliar na coleta das amostras e na aplicação dos questionários.

FERRUGEM – Este ano, o Circuito contará ainda com a presença da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal da Superintendência Regional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (CDSV/Mapa), monitorando as lavouras para verificar a presença ou não da ferrugem asiática, doença fúngica que compromete o desenvolvimento das plantas e impõe menor produtividade e aumenta custos de produção. Como explica o coordenador da Comissão, Wanderlei Dias Guerra, as avaliações durante o Circuito serão na verdade uma continuidade do trabalho realizado pela CDSV/Mapa em parceria com a Aprosoja/MT e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) durante o Vazio Sanitário da soja, período em que fica proibido a existência de plantas vivas de soja por 90 dias.

“Durante o Vazio foi encontrada muita planta guaxa, que é a soja que nasce involuntária nas margens de rodovias e no perímetro urbano, com a presença do fungo que causa a ferrugem e nossa intenção é monitorar o surgimento, a evolução e a proliferação da doença, especialmente nas lavouras super precoce”, completa Dias Guerra.

Como reforçou o gerente da Aprosoja/MT, lavouras super precoce normalmente se desenvolvem sem uso preventivo de fungicidas e havendo fungo, ele se alastra para plantas de ciclos mais longos e se dissemina de forma incontrolável.

Fonte: Diário de Cuiabá


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