Mapa e Aprosoja/MT reforçam necessidade de monitoramento

Publicado em 21 de setembro de 2012

Técnicos da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT) e da Superintendência Regional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) encontraram em apenas uma folha de soja guaxa, plantas que germinam de forma involuntária especialmente nas margens de estradas e rodovias, quantidade suficiente de esporos da ferrugem asiática para contaminar todas as lavouras do Estado. A população de soja guaxa com esporos viáveis (prontos para infestar as lavouras) é a maior já observada no Estado e isso é um forte indicador de que os primeiros registros da doença começarão a ser confirmados logo que a planta entrar no estágio reprodutivo, o que geralmente, ocorre entre 40 e 45 dias após o plantio, ainda antes do final de outubro.

Ontem, depois de percorrer as principais regiões produtoras de soja de Mato Grosso e retornar aos mesmos locais num intervalo inferior a 30 dias, os técnicos reforçaram o pedido para que cada produtor, como nunca, monitore sua lavoura diariamente, faça aplicações de fungicidas na hora certa, na dose indicada e utilizando a tecnologia adequada, especialmente nas lavouras de ciclo curto, as precoces, que em muitas regiões são plantadas e colhidas sem que nenhuma pulverização preventiva à doença seja realizada.

“Por terem ciclo curto, mesmo com o fungo presente, dificilmente há perdas de rendimento e ou financeiras para o sojicultor. No entanto, essa soja e colhida e o fungo fica no solo e vem com tudo sobre as plantas de clico médio e tardio. Por isso nossa recomendação é para o produtor realizar uma aplicação de fungicida preventiva nas lavouras precoces”, aconselha o coordenador da Comissão de Defesa Vegetal da Superintendência Federal da Agricultura (SFA), em Mato Grosso, Wanderlei Dias Guerra.

Como destaca, a orientação não deve causar especulações no mercado de químicos. “Não estamos induzindo o produtor a cair na conversa de vendedor e sair comprando fungicidas. O que queremos é que ele utilize o material que dispõe de forma correta, sob um nível maior de atenção para evitar a infestação da ferrugem durante esta safra que acaba de ser iniciada”. Ao contrário de anos anteriores, quando o fungo Phakopsora pachyrhizi era levado pelo vento para as lavouras, neste ano o fungo já está presente em todas as regiões produtoras. “Nesta safra ele não vai chegar, ele vai explodir porque se faz presente”, reforça Dias Guerra.

Como explica o gerente técnico da Aprosoja/MT, Luiz Nery Ribas, a ameaça da ferrugem, doença que reduz a produtividade das plantas e amplia os custos de produção, poderá se concretizar em uma realidade nefasta para a soja, a exemplo do ocorrido na temporada 2004/05, quando Primavera do Leste (231 quilômetros ao leste de Cuiabá) recebeu o título de ‘Capital Mundial da Ferrugem’. Como lembra Nery, a doença foi confirmada em plantas no estágio VN, ou seja, 18 dias após o plantio e cerca de 13 dias após a emersão da planta. “Esse ano, corremos o risco de ter novamente este título, desta vez, não apenas em Primavera do Leste já que a situação é de alta infestação pelo Estado afora”.

Fonte: Diário de Cuiabá // Marianna Peres


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