Em Chicago, soja fecha o dia em alta após divulgação do USDA

Publicado em 13 de setembro de 2012

A divulgação dos números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre a safra norte-americana de grãos impulsionou o mercado da soja em Chicago, que registrou alta nesta quarta-feira (12).

Os investidores voltaram às compras após os números do relatório do USDA chegarem a público durante a manhã, com estimativas de produtividade menores que o esperado para a oleaginosa. De acordo com Pedro Dejneka, analista de mercado, a tendência para a soja é altista e os especuladores devem assumir novas posições de compra no seu devido tempo. O vencimento setembro da oleaginosa fechou a quarta-feira (12) em US$17,40/bushel, com ganhos de 44,25 pontos.

A produção de soja nos Estados Unidos foi estimada em 71,69 milhões de toneladas, contra 73,26 milhões do relatório de agosto. Já a produtividade da oleaginosa norte-americana foi estimada em 40,02 sacas por hectare, quando em agosto os números eram de 40,92. ). Os estoques continuaram iguais aos do último relatório, registrando 3,13 milhões de toneladas , ou 115 milhões de bushels. Os estoques finais da safra 11/12 foram cortados e agora são projetados em 130 milhões de bushels, contra 145 milhões em agosto.

Além dos dados trazidos pelo relatório, o mercado já volta suas atenções para a safra da América do Sul, onde as chuvas para o plantio já estão atrasadas. Segundo Dejneka, a soja ainda deve sofrer alguma pressão devido ao avanço da colheita nos Estados Unidos, mas o alvo está aberto para que as cotações busquem os US$18,00/bushel ou até mais, dependendo da intensidade da demanda.

O milho, que iniciou a sessão de hoje na CBOT em território positivo, com altas entre 2,00 e 2,25 pontos entre os principais contratos, fechou o dia registrando recuo em Chicago, de certa forma em resposta ao relatório do USDA, que estimou perdas de produção menores que as esperadas pelo mercado. O contrato setembro encerrou o pregão em Chicago cotado a US$7,71/bushel com perdas de 11,25 pontos.

O cereal teve sua estimativa de produção reduzida para 272,48 milhões de toneladas nos Estados Unidos, contra 273,9 milhões do relatório de agosto. A produtividade do cereal também diminuiu, sendo estimada em 129,975 sacas por hectare, quando em agosto esse número era de 139,92 sacas por ha. Os estoques, no entanto, foram elevados de 650 milhões de bushels, ou 16,51 milhões de toneladas (projetados em agosto) para 733 milhões de bushels , ou 18,62 milhões de toneladas estimadas no relatório de hoje (12).

O trigo, que registrou cotações em leve alta logo pela manhã, terminou o dia em território positivo, com os principais vencimentos operando em altas entre 5,25 e 7,00 pontos. De acordo com o relatório do USDA,a safra mundial de trigo para a temporada 12/13 está estimada em 658,73 milhões de toneladas, abaixo da estimativa de agosto, quando o número era 662,83 milhões de ton. O vencimento setembro para o cereal fechou o dia cotado a US$8,67, registrando um ganho de 7,00 pontos.

Fonte: Notícias Agrícolas


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