Centro-Oeste mapeado

Publicado em 31 de agosto de 2012

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), em conjunto com a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) e a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) lançou ontem, em Cuiabá, o projeto Centro-Oeste Competitivo, que irá traçar um planejamento estratégico da infraestrutura de transporte e logística de cargas nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e no Distrito Federal.

O estudo, cujo investimento é de R$ 1,8 milhão, será custeado pelos setores da indústria e da agropecuária. O prazo de execução será de dez meses. Em Mato Grosso, a pesquisa contará com apoio do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Vale destacar que o Centro-Oeste Competitivo é um produto do Fórum das Entidades do Setor Produtivo do Centro-Oeste, que reúne a cada três meses representantes da agricultura, pecuária, indústria e comércio dos estados que fazem parte do Centro-Oeste brasileiro para discutir os principais problemas do setor produtivo da região e buscar melhorias. O último encontro foi no início de agosto, na Famato.

O consultor da empresa Macrologística, Olivier Girard, responsável pela execução do projeto, explica que a pesquisa será feita através de visitas técnicas às obras em andamento e entrevistas com empresas produtoras e exportadoras e órgãos públicos. “Vamos focar o estudo nas oito principais cadeias produtivas do Centro-Oeste, que representam 91% do volume total exportado na região para analisar qual a demanda e as necessidades de infraestrutura de transporte. Comparando isso com os modais já existentes poderemos determinar os principais gargalos logísticas existentes nos estados”.

Segundo o diretor de Relações Institucionais da Famato, Rogério Romanini, com o “Plano de Investimento em Logística: Rodovias e Ferrovias” – anunciado neste mês pela presidente da República Dilma Rousseff e que prevê investimentos da ordem de R$ 133 bilhões em 25 anos – é necessário que se tenham estudos diagnosticando quais modais são prioritários para investimentos e buscar parcerias com o governo Federal. “Sabemos que a região Centro-Oeste, principalmente Mato Grosso, tem muita deficiência em logística e precisamos saber quais os meios mais eficientes e econômicos para transportar nossos produtos. A partir disso, podemos buscar parcerias tanto com os governos federal e estadual e também com a iniciativa privada para a construção de obras que desafoguem o transporte de cargas no Centro-Oeste”.


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