Soja: Mercado retoma fôlego e fecha semana com alta de dois dígitos

Publicado em 27 de agosto de 2012

Logo após o encerramento da sessão na Bolsa de Chicago, o Pró Farmer (grupo formado por analistas, agrônomos, compradores e vendedores de grãos) divulgou seus números para a produção de milho e soja nos EUA. As projeções ficaram abaixo daquelas divulgadas no início do mês pelo USDA (Depto. Agricultura dos Estados Unidos) mas dentro e até um pouco acima das expectativas do mercado. Para soja o Pró Farmer projetou uma produção de 70,7 milhões de toneladas (USDA = 73,2 mi ton.). Para o milho os números ficaram em 266,1 milhões de toneladas (USDA= 273,8 mi ton). O consultor Carlos Cogo considerou que o número pode ser baixista para o mercado, já que não trouxe muitas novidades. Mas como o mercado já havia encerrado, a reação ao relatório deve ficar mesmo para a próxima segunda-feira (27).

Na sessão desta sexta-feira (24), os futuros da oleaginosa ampliaram seus ganhos e fecharam com boas altas que, nos vencimentos referentes a 2013 se aproximaram dos 20 pontos. A sustentação para o mercado continua vindo da oferta restrita e da demanda ainda muito aquecida mesmo diante de preços tão altos – os principais contratos se mantêm acima dos US$ 17 por bushel.

Como já vem sendo dito pelos analistas de mercado, as novidades sobre a demanda serão os principais fatores de estímulo para novas altas dos preços. “Há rumores de que a China teria comprado cerca de 1 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos nesta semana”, disse Daniel D’Ávilla, analista de mercado da New Edge.

Além disso, o mercado vê agora também os resultados da Crop Tour Pro Farmer. A expectativa é de que os números divulgados pela expedição indiquem estimativas menores do que as do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para a safra norte-americana. Caso isso se confirme, esses índices podem provocar novas altas nos preços.

“A tendência é de alta. Por enquanto, os preços não devem recuar e ainda temos uma demanda firme, apesar das elevadas cotações”, completou D’Ávilla.

Na contramão da soja, milho e trigo fecharam o último pregão da semana no vermelho. Os grãos deram continuidade ao movimento de realiazação de lucros que permeou os negócios durante toda a semana.

Entretanto, assim como para a oleaginosa, o milho também conta ainda com o suporte das perdas na safra dos Estados Unidos. As perdas, de acordo com consultorias e especialistas, podem ultrapassar as 100 milhões de toneladas e essas baixas vêm sendo confirmadas pelos números da Pro Farmer.

Fonte: Notícias Agrícolas


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