Clima seco continua nos EUA e grãos têm forte alta na CBOT

Publicado em 10 de julho de 2012

Mais uma final de clima quente e seco nos Estados Unidos e previsões de que as condições adversas continuarão nos Estados Unidos conferiram mais um pregão de intensas altas para o mercado internacional de grãos, com os preços caminhando para novos recordes.

Nesta segunda-feira, os futuros da soja, que chegaram a subir mais de 50 pontos na sessão de hoje, fecharam o dia com mais de 40 pontos positivos, com o vencimento agosto – o de maior negociação nesse momento – fechando a US$ 16,07 por bushel. O milho, que tem todos os vencimentos acima dos US$ 7, operou boa parte do pregão no limite de alta.

O impulso para o mercado continua sendo a falta de chuvas e o tempo seco nos Estados Unidos e as projeçoes climáticas de que esse cenário deve continuar. Há mapas climáticos, do modelo europeu utilizado por alguns analistas indicando que esta seca pode se estender até setembro.

No entanto, as lavouras norte-americanas tanto de soja quanto de milho já não suportam tanta falta de água e os preços vêm refletindo isso. O temor agora é de que a oferta de grãos vindas dos Estados Unidos, principalmente no caso da oleaginosa.

Mais de 50% da principal região produtora dos Estados Unidos sofre com temperaturas sofre com temperaturas superiores a 35 graus Celsius há mais de duas semanas, segundo institutos de meteorologia norte-americanos. Já há porções do Meio-Oeste dos EUA onde são registrados danos irreversíveis, principalmente no caso do milho.

Depois da quebra da safra da América do Sul, os estoques mundiais de soja ficaram preocupantemente baixos e esperava-se uma boa produção nos EUA a fim de compensar essa baixa em importantes produtores como Brasil e Argentina.

USDA – Nesta segunda-feira (9), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgou mais um relatório de acompanhamento de safra e novamente reduziu seus índices de lavouras em boas ou excelentes condições para a soja e para o milho.

No caso da soja, o índice caiu de 45 para 40%, ou seja, menos da metade das plantações norte-americanas da oleaginosa estão em boas condições. Estes números indicam um histórico pior do que o registrado em 1988.

O mais preocupante revelado neste relatório foi a perda de 11 pontos percentuais no estado de Iowa, o maior estado produtor dos Estados Unidos.

No caso do milho, a redução foi ainda mais drástica. Apenas 40% das lavouras estão em boas ou excelentes condições, contra 48% da semana passada. Em Iowa, sobre as lavouras de milho, as perdas foram de 16 pontos. 50% das lavouras estão em fase de polinização.

Fonte: Notícias Agrícolas


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