Soja fecha o dia com mais de 20 pontos de alta na CBOT frente à demanda aquecida

Publicado em 17 de janeiro de 2013
A soja negociada na Bolsa de Chicago ampliou seus ganhou e fechou a sessão desta quarta-feira (16) com altas de mais de 20 pontos em alguns dos principais vencimentos. O mercado operou durante todo dia do lado positivo e vem sustentando o movimento de alta iniciado na última segunda-feira (12), quando a commodity chegou a subir 3%.
A expressiva recuperação do mercado vem sendo sustentada, segundo analistas, novamente pelos fundamentos de oferta e demanda, os quais ainda são bastante positivos.
Novamente, em tempos de estoques historicamente ajustados, a demanda da China se mostra extremamente aquecida e a nação asiática estaria procurando embarques de soja a curto prazo – fevereiro e março, segundo explicou o analista Vinícius Ito, da Jefferies Corretora, de Nova York.
Uma pesquisa da agência internacional Bloomberg apontou que as esmagadoras de soja do país estão aumentando suas compras da oleaginosa frente a uma crescente demanda interna por ração animal, além de uma melhora das margens de esmagamento no mercado interno.
“Os comerciantes estão garantindo embarques para os próximos dois meses por conta de uma ameaça de falta de suprimento e ainda da limitada capacidade logística da América do Sul. A demanda da China por soja continua muito boa”, disse uma analista da agência chinesa Shanghai JC Intelligence, Monica Tu.
Paralela ao apertado quadro de oferta e demanda mundial, há também a volta dos fundos de investimentos ao mercado de commodities agrícolas, o que é mais um fator positivo para os preços. Segundo Ito, a estimativa é de que, nesta quarta-feira, cerca de 80 mil contratos de soja estejam comprados.
“O número ainda é baixo, historicamente, mas os fundos estão voltando a olhar com mais atenção o mercado da soja baseado nesse fundamento mais altista. E se os fundos aumentarem as compras é possível que os preços subam mais”, explicou o analista.
No final do ano passado, os fundos acabaram deixando boa parte de suas posições compradas, porém, agora retornam ao mercado com um interesse maior. Os investidores, segundo analistas, retornam observando com mais atenção os fundamentos altistas e um cenário menos turbulento no mercado financeiro, o que poderia indicar, portanto, uma maior aversão ao risco.
Na contramão da soja, o milho fechou os negócios desta quarta-feira próximos da estabilidade, com os preços registrando uma ligeira baixa. Nas primeiras sessões desta semana, o mercado refletiu os números altistas vindos com o novo relatório de oferta e demanda divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Porém, nesta sessão, aproveitou para exibir alguns movimentos de realização de lucros e sentiu a pressão negativa ainda, segundo analistas, de um recuo de 5,1% na produção de etanol de milho nos EUA na semana passada. O volume produzido caiu para um índice diário de 784 mil barris por dia, o menor desde meados de 2010.
Entretanto, o mercado conseguiu recuperar parte das perdas já registradas nesta quarta, encerrando o dia apenas com um ligeiro recuo. O milho, segundo explicou Ito, está mais preocupado com a demanda de ração.
“O preço do milho tem até subido recentemente, mas por conta da boa demanda por ração no mercado interno dos Estados Unidos e também na exportação de milho, que voltou um pouco mais interessante no início deste ano”, disse.
Ao mesmo tempo, o mercado do grão poderia ser impactado negativamente por uma baixa mais expressiva dos preços do petróleo. “O mercado norte-americano é onde tem a maior produção de etanol como fonte do milho, o mercado tem sofrido um pouco. A demanda de milho para etanol está basicamente em ritmo estimado pelo USDA, que é explicada pelos preços mais moderados do petróleo nos EUA em função da implantação de novas tecnologias”, afirma Ito.

Fonte Notícias Agrícolas


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