Após semana negativa, soja fecha com mais de 20 pontos de alta

Publicado em 23 de dezembro de 2012

Nesta sexta-feira (21), a soja fechou com mais de 20 pontos de alta, registrando uma significativa recuperação técnica depois de uma semana de severas baixas. Nos últimos três dias, a commodity perdeu quase US$ 1, segundo explicou Vinícius Ito, analista da Jefferies Corretora, de Nova York.

Durante essa semana, a soja cedeu, principalmente, diante das notícias de cancelamento de compras de soja por parte da China. Foram dois anúncios e o total cancelado, de alguns carregamentos, foi de mais de 800 mil toneladas.

“O mercado cedeu quase por US$ 1, então hoje há uma pequena recuperação. O mercado parece estar estabilizado, e estamos olhando a pauta de exportação todo dia para ver se não vem mais anúncio de cancelamento da China, porém muitas pessoas estimam que esses anúncios são uma forma de troca de origem”, explicou Ito.

Portanto, depois desse expressivo recuo, o mercado acabou encontrando espaço para essa recuperação técnica, apoiando-se ainda em alguns fundamentos positivos como a demanda aquecida e os estoques de soja muito ajustados. Porém, esses dados de exportações norte-americanas têm sido acompanhadas muito de perto pois têm contribuido muito para a definição do tom do mercado.

Além disso, o mercado ainda trabalha com muitas especulações já que há muita indefinição sobre qual o ritmo que a demanda internacional tomará e principalmente qual ser´o volume de soja ofertado pela América do Sul.

No Brasil, as condições são favoráveis e as lavouras se desenvolvem bem. As estimativas para a colheita brasileira variam, portanto, entre 82 e 84 milhões de toneladas. Na Argentina, porém, a situação ainda é mais complicada e a safra, uma incógnita, já que ainda não é possível mensurar quais serão as consequências das chuves excessivas que têm comprometido o processo de plantio no país.

“Como tem muito tempo para o desenvolvimento da fase crucial da safra da América do Sul, então é difícil que o mercado caia mais sem saber que tipo de oferta teremos no hemisfério sul mesmo porque nos EUA os estoques continuam baixos e a utilização está acima do necessário para atingir metas de exportações e esmagamento”, disse o analista, direto de Nova York.

Com a proximidade do final do ano, o volume de negócios é, tradicionalmente, menor e isso faz com que os investidores operem de forma mais defensiva, à espera de mais notícias que possam movimentar o mercado de forma mais expressiva. “Não esperaria nenhuma retomada explosiva, pois existe potencial dos chineses cancelarem mais. O mercado merece cair menos, e estabilizar tentando formar uma base”, conclui Ito.

Fonte: Notícias Agrícolas


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