Soja: Mercado devolve as perdas e fecha com alta de dois dígitos

Publicado em 21 de novembro de 2012

Depois de uma sessão bastante volátil, o mercado da soja conseguiu devolver as leves perdas do início da sessão, se recuperou e fechou a terça-feira (20) com altas de dois dígitos. Os principais vencimentos negociados na Bolsa de Chicago fecharam o dia com ganhos de mais de 12 pontos.

Esta semana é mais curta nos Estados Unidos com o feriado do feriado do Dia de Ação de Graças nesta quinta-feira (22). Com isso, o volume de negócios diminui, o mercado opera em compasso de espera e os investidores trabalham de forma a encontrarem um melhor posicionamento para as próximas sessões.

“Os comerciais querem comprar soja mais barata e com isso ficam esperando o mercado ceder, e isso deixa o mercado volátil. E ainda temos o feriado do Dia de Ação de Graças, que contribui para que muitas pessoas fechem as contas da semana. Amanhã o mercado trabalha normalmente, mas a tendência é que seja um dia mais calmo”, disse Daniel D’Ávilla, analista de mercado da New Edge, de Nova York.

O cenário ainda é o mesmo para o mercado internacional da soja. Do ponto de vista fundamental, o foco é o andamento da safra 2012/13 na América do Sul e as expectativas são de que se a oferta será bastante grande com uma safra cheia, como explicou Steve Cachia, analista de mercado da Cerealpar.

No entanto, no curtíssimo prazo o que deverá prevalecer é a questão técnica. “A queda recente provocou uma estrago técnico razoável. Os players do mercdo agora vão querer ver uma notícia nova sobre clima ou relacionado a um otimismo no mercado financeiro para voltar ao lado comprador. O mercado hoje é um mercado agrícola, mas também financeiro”, disse Cachia.

Já no médio prazo, porém, o cenário para a soja pode se alterar, já que, apesar da grande oferta, a demanda internacional pela oleaginosa ainda é bastante firme, as exportações norte-americanas continuam aquecidas e os estoques são historicamente baixos. “A Bolsa de Chicago reflete principalmente a situação americana e acredito que deverá voltar a focar novamente a questão dos estoques historicamente apertado nos EUA, ou até mesmo uma necessidade de um novo racionamento do produto”, explicou o analista.

Para D’Ávilla, o único fator baixista que poderia pressionar expressivamente os futuros da soja seria a confirmação de uma grande safra na América do Sul. No entanto, nesta terça-feira, a consultoria alemã Oil World reduziu suas estimativas para a produção no Brasil e na Argentina, projetando 81 milhões e 54 milhões de toneladas, respectivamente.

Milho e Trigo – O milho e o trigo também fecharam o dia em terreno positivo, com ganhos pequenos, com as principais posições negociadas próximas da estabilidade.

Os futuros do milho, que já contavam com um dos fatores altistas a renovação do mandato do etanol nos Estados Unidos podem contar ainda com mais uma informação positiva. O congestionamento de navios nos portos brasileiros tem atrasado a entrega do grão para importantes importadores e isso tem feito com que parte da demanda se volte, novamente, para o produto dos Estados Unidos, e isso já estaria sendo refletido nos preços.

“Há comentários de que só o Japão e Taiwan estão com o atraso de mais de 1 milhão de toneladas de milho brasileiro que deveriam ser embarcados em setembro e outubro e, com isso, quem tem maior necessidade do produto voltou a buscar milho dos EUA”, explicou Steve Cachia.

Fonte: Notícias Agrícolas


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