Soja encerra no misto, milho e trigo no vermelho em Chicago

Publicado em 1 de agosto de 2012

Após uma sessão de intensa volatilidade, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram os negócios em campo misto nesta terça-feira. Os contratos de curto prazo fecharam o pregão no vermelho e apenas o vencimento março/2013, entre os principais, terminou em alta, subindo 9 pontos e cotado a US$ 15,33/bushel.

O milho e o trigo operaram durante todo o dia em queda e terminaram a sessão no vermelho. O trigo fechou o dia perdendo mais de 20 pontos com uma intensa realização de lucros após os ganhos recentes. Além disso, o boletim divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta segunda-feira (30), apontou uma melhora nas condições das lavouras norte-americanas do cereal, o que contribuiu para essa pressão nos preços.

O fator climático ainda é o que mais influencia o mercado de grãos neste momento e isso deve se manter até meados de agosto. Acompanhada de tanta especulação climática, muita volatilidade deve continuar permeando os negócios em Chicago. A previsão para os próximos dias é de mais dias quentes e secos.

A pior seca da história dos Estados Unidos vem deteriorando as plantações de grãos do país, principalmente soja e milho, e alavancando os preços no mercado internacional. O potencial de produtividade, principalmente do milho, está bastante comprometido e, diante de estoques já bastante apertados, os temores de uma oferta ainda mais restrita só se agravam.

O último boletim divulgado pelo departamento norte-americano pela 8ª vez consecutiva reduziu o índice de lavouras em boas condições tanto para a oleaginosa quanto para o cereal. Sendo assim, e considerando que as previsões apontam a continuidade da adversidade climática, a tendência altista se mantém, como explicam os analistas.

Diante desse cenário de altos preços, já há sinais de problemas com demanda. Segundo Glauco Monte, analista de mercado da FCStone, os preços do milho na CBOT já estão bem próximos do valor máximo que podem atingir e, em função disso, confinadores norte-americanos já sentem uma pressão. “A gente tem sinais de que a demanda lá está sofrendo muito com o preço do milho, principalmente os confinadores, produtores de gado e frango. Isso uma hora vai pesar”, diz.

Para a soja, como explicou Glauco, há até rumores de que caso as exportações norte-americanas não sejam reduzidas, será necessário uma intervenção governamental ou até mesmo a importação de soja da América do Sul frente a uma oferta tão restrita.

Fonte: Notícias Agrícolas


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