Depois de semana de volatilidade, grãos fecham em alta na CBOT

Publicado em 30 de julho de 2012

Depois de uma semana de intensa volatilidade, os futuros dos grãos fecharam em alta nesta sexta-feira (26) na Bolsa de Chicago. Os investidores, mais uma vez, focaram a adversidade climática nos Estados Unidos e esse continua sendo o principal fator de suporte para a alta dos preços.

Segundo analistas e informações meteorológicas, o sistema que vinha trazendo algumas chivas para o cinturão produtor norte-americano, que estimulou uma forte realização de lucros durante a semana, teria parado. Além disso, as precipitações registradas foram insuficientes para amenizar os estragos causados na produção por não serem volumosas e regulares.

No início da semana, o mercado internacional de grãos sentiu ainda uma pressão negativa vinda do mercado financeiro por conta do agravamento da crise financeiro na Europa. Porém, logo esse cenário foi revertido e os negócios voltaram a ser predominantemente climático.

Na sessão desta sexta-feira, o mercado focou o calor intenso e a falta de chuvas nos Estados Unidos e a soja encerrou com mais de 30 pontos nos principais vencimentos. O milho encerrou o dia com mais de 17 pontos positivos e o trigo com mais de 12.

Seca nos Estados Unidos – A situação é bastante grave nos Estados Unidos por conta de uma das piores estiagem em mais de 100 anos. A seca atinge dois terços da porção central do país e muitos municípios já decretaram situação de catástrofe.

A região mais afetada pela falta de chuvas é o Meio-Oeste norte-americano, onde está localizado o Corn Belt, que é o cinturão de produção dos EUA. Lá estão localizados os os principais estados produtores.

A falta de chuvas vem reduzindo drasticamente a produtividade das lavouras, principalmente, de soja e milho. No caso do cereal, a estiagem afetou as plantações durante a polinização, o que faz com que agora os danos sejam irreversíveis. Já no caso da soja, ainda há potencial para uma recuperação, porém, a safra não será cheia e não atenderá as primeiras expectativas.

Fonte: Notícias Agrícolas

De acordo com o analista de mercado e diretor da AgRural, Fernando Muraro, a colheita de milho que era estimada em mais de 330 milhões de toneladas, não deve passar de 290 milhões.


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