Ano da gangorra para MT

Publicado em 30 de julho de 2012

Enquanto as empresas mato-grossenses ligadas ao mercado externo tiveram bom desempenho no ano passado em relação ao observado em 2010, às atreladas ao consumo interno já não tiveram um ano tão farto e positivo, como revela a 39ª edição do anuário “Melhores e Maiores”, da revista Exame, divulgada neste mês. Os números fazem parte dos balanços referentes ao exercício fiscal 2011.

Apesar de expansões significativas, a receita das quatro maiores empresas do Estado recuou 8,13% em relação à edição 2011, passando de US$ 5,29 bilhões para atuais US$ 4,86 bilhões. A exemplo do ano passado, Amaggi, Cemat, Fiagril e ALL Malha Norte seguem representando o Estado no ranking das 500 maiores do Brasil. Diferentemente das edições anteriores, o principal indicador de desempenho, as vendas, passou a ser avaliado pelo faturamento líquido e não pelo bruto como vinha sendo utilizado.

A Amaggi Exportação e Importação Ltda., com sede em Cuiabá, segue líder do ranking estadual como a maior empresa do Estado e a melhor colocada entre as 500 do Brasil e de forma inédita passa a integrar a seleção dos 200 maiores grupos da América Latina, uma novidade nesta edição. O Grupo André Maggi – holding que controla a Amaggi e outras 14 empresas – estreou na 143ª posição, a frente de empresas como Randon, Siemens, Eletrolux e Marcopolo.

Entre as 500 maiores, a Amaggi contabiliza receita de US$ 2,20 bilhões em vendas, expansão de 15,6% ante 2010. Com esse resultado, a número 1 do Estado assume a sua melhor colocação no anuário, 103ª, conquistando 35 posições em relação ao ano passado.

O presidente do Grupo André Maggi, Waldemir Loto, lembra que em 2011 houve uma desaceleração da atividade econômica nos principais países desenvolvidos, reflexo ainda da crise financeira iniciada em 2008. “A alta volatilidade, tanto nos preços de commodities agrícolas como em moedas, se fez presente durante todo o ano e exigiu do Grupo uma gestão atenta aos riscos e à importância da constante busca de ganhos de eficiência. E foi neste ambiente que o Grupo André Maggi desenvolveu suas operações, investindo em diversos projetos de crescimento nas áreas de originação e comercialização de grãos, produção agrícola, navegação e geração de energia”.

Para justificar o bom desempenho, Loto conta ainda que entre os destaques do Grupo em 2011 estão “o incremento da receita dentro de um plano estratégico de crescimento do Grupo, a consolidação do escritório na Argentina e início do plantio de soja naquele país. Na Divisão Energia, conclusão da Pequena Central Hidroelétrica (PCH) Divisa, que adicionou 10,8MW de potência ao Grupo, aumentando de forma significativa a sua capacidade de geração”.

RANKING – A segunda maior, a Centrais Elétricas Mato-grossenses (Cemat) é a única entre as quatro gigantes a apresentar perdas. A receita líquida com vendas recuou 3,7% ao totalizar US$ 1,10 bilhão. A performance custou a perda de 66 posições. A Cemat, também com sede em Cuiabá, passa a ocupar o 230° lugar, ante 164°, ano passado. Procurada, a concessionária não quis comentar os números da Exame.

Entre o terceiro e quarto lugar houve inversão em relação ao ano passado. A Fiagril assumiu posição que era da ALL Malha Norte e é a mato-grossense com o maior crescimento anual em vendas, 43%. A Fiagril Ltda., com sede em Lucas do Rio do Verde (360 quilômetros ao norte de Cuiabá), é uma fornecedora de produtos e serviços para o setor agrícola e quase passou a integrar o ‘clube do bilhão’, ao registrar receita líquida em vendas de US$ 920,9 milhões. Apenas Amaggi e Cemat integram esse grupo em Mato Grosso. Com esse resultado, a Fiagril conquistou 97 colocações no ranking, deixou a 382ª para assumir 285ª.

Fechando a participação mato-grossense entre as 500 maiores está a América Latina Logística Malha Norte S.A. (ALL Malha Norte), com sede em Cuiabá, que opera terminais e a ferrovia Senador Vicente Vuolo. A ALL registra expansão de 1,2% em relação a 2010, ao contabilizar receita líquida de US$ 645,5 milhões. Na edição 2012, a ALL assumiu a 383ª ante 375ª, perdendo oito posições de um ao outro.

AS 1000 – Seguindo o ranking, o Estado conta com mais quatro representantes entre as 1.000 maiores: a Agropecuária Maggi (670ª), Unimed Cuiabá (726ª), Coopefibra (728ª) e a estreante Fertipar Mato Grosso (868ª). Saíram deste ranking o supermercado Modelo e a Renosa Indústria de Bebidas S.A – produtos Coca-Cola.

AS 100 – Entre as 100 maiores do Centro-Oeste, Mato Grosso ampliou a participação de 16 para 19 em relação à edição passada. Além das oito já citadas estão ranquedas Supermercados Modelo, Barralcool, Auto Sueco Centro-Oeste (estreante), Agro Amazônia, frigorífico Agra, Coprodia, Excelência, Frigorífico Redentor (estreante), Santana Textile, Rodobens Caminhões MT e Energética Águas da Pedra, também estreante.

Fonte: Diário de Cuiabá // Marianna Peres


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