Grãos: Clima nos EUA volta a determinar forte alta em Chicago

Publicado em 26 de junho de 2012

Segunda-feira excepcional para o mercado internacional de grãos. A soja fechou o dia com mais de 40 pontos de alta, o milho no limite de alta e o trigo subindo mais de 50 pontos, liderando as altas da sessão. Negócios diante de um mercado extremamente climático.

As condições continuam adversas nos Estados Unidos. As temperaturas continuam altas e a falta de chuvas persiste. Além disso, a previsão para os próximos dias é de que o clima se mantenha assim, impulsionando ainda mais os fundos e especuladores para a ponta compradora do mercado.

Essas previsões apontam para um clima quente e seco nos EUA por mais cerca de 10 dias, o que pode prejudicar a produtividade da safra norte-americana.

O temor é de que em um ano de uma oferta já bastante curta, os Estados Unidos sofram com uma quebra de safra, reduzindo ainda mais os estoques no segundo semestre. Diante disso, os investidores estão colocando prêmio climático em cima dos preços, impulsionando mais ainda a alta das cotações.

Além disso, os investidores ainda buscam um melhor posicionamento antes do novo relatório de área de plantio que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga no próximo dia 29.

No caso da soja, outro fator que estimula os preços é a demanda aquecida pela oleaginosa norte-americana. Nesta segunda-feira, o departamento anunciou a venda de 120 mil toneladas de soja dos EUA para a China a serem entregues na temporada 2012/13.

Essa confirmação do mercado climático se deu em um dia de extrema pressão negativa no mercado financeiro e dados ruins sobre as exportações norte-americanas. Na Europa, as principais bolsas europeias encerraram a segunda-feira com a pior queda diária em três semanas. Na Ásia as bolsas também encerraram no vermelho e, no Brasil, a Bovespa também registrou um forte recuo.

As incertezas sobre a crise na Europa continuam crescendo e se agravando e a aversão ao risco por parte dos investidores aumenta a cada dia, fazendo com que os agentes do mercado migrem de ativos mais arriscados para outros mais seguros, como o dólar, por exemplo.

Porém, o mercado internacional futuro de grãos mostra-se bastante descolado dessa influência do macrocenário, desconsiderando, no pregão de hoje, qualquer pressão negativa que pudesse vir do financeiro, registrando altas explosivas.

Além disso, o USDA ainda divulgou dados de embarques semanais norte-americanos de soja, os quais ficaram abaixo das expectativas do mercado, informações que também não intimidaram as altas da oleaginosa.

Mercado interno da soja – No mercado interno brasileiro, a soja segue batendo recordes. A explosão dos preços em Chicago, a alta do dólar e os prêmios elevados estimulam a altas dos preços e, nesta segunda, em Paranaguá a soja fechou o dia com a saca valendo R$ 70 e no porto de Rio Grande a R$ 70,50. Durante o dia, as cotações bateram os R$ 71.
Fonte: Mercados Agrícolas


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